VILA FRANCA DE XIRA - A terra das lezírias e dos campinos, dos cavalos e dos touros







Fica apenas a 20 km de distância de Lisboa, Vila Franca de Xira, situada à margem direita do Rio Tejo, é uma terra ribatejana cheia de culturas e tradições. Já a visitei diversas vezes, ao longo da minha vida, mas esta foi a primeira vez em cenário de pandemia.







Aproveitei a tarde de um domingo calmo para, depois de almoço numa esplanada, percorrer as suas sossegadas ruas, atravessar a cancela do comboio e espairecer no Jardim Constantino Palha, bem junto ao Rio. Foi aqui neste jardim, inaugurado em 1954, que, com apenas 3 anos de idade, fui fotografado em cima de um cavalo de brinquedo por um daqueles fotógrafos ambulantes que percorriam jardins e parques. Batiam a chapa com a sua máquina-caixote para fazer sair na hora fotografias a preto-e-branco e sépia. Que saudades desses tempos!





Passeando pelo jardim, à beira rio, avista-se a Ponte Marechal Carmona, um dos principais símbolos da cidade, e a lezíria tão típica ribatejana. O típico barco varino "Liberdade" encontra-se atracado no cais, impedido de viajar agora, devido ao Covid. Alguns habitantes locais, aproveitavam a calma domingueira para se dedicarem à pesca, outros ao desporto, ao convívio entre famílias, com as devidas precauções por causa da pandemia. Este novo tempo que estamos a viver, este novo "normal", está a ser muito difícil de suportar. Por isso, a fotografia é um bom escape para mim e, sempre que posso, dedico-me a esta paixão.








Vila Franca tem muitos recantos, muitas ruas e ruelas típicas, cheias de graça e tradição. A sua estação ferroviária adornada com azulejos que representam bem a vida no campo, os touros e os campinos, o transporte de mercadorias e a íntima ligação ao Tejo. As touradas e as largadas de touros são atividades típicas da região e o monumento de homenagem ao toureiro que se encontra situado no largo em frente à estação ferroviária é um belo símbolo destas tradições. A escultura de bronze em homenagem ao campino, colocada num espaço relvado, que representa um campino em cima do seu cavalo a dominar o toiro com a sua vara, é mais outra das obras icónicas da cidade.





Muitos outros monumentos são visíveis em quase todos os cantos da cidade. Ao percorrer as ruas do centro, avistamos casas simples e rurais ao lado de casas senhoriais e de prédios descaracterizados do século XX.





Terminada a minha visita, ainda tive tempo de conhecer a vila de Azambuja, a cerca de 20 Km de distância. Foi aqui que a minha mãe viveu a sua infância até aos 14 anos. Infelizmente, esta vila tem sido recentemente comentada na comunicação social devido a um surto de Covid-19, por isso a minha passagem por aqui foi muito breve.





Não quis deixar de conhecer a sua Igreja Matriz, o Pelourinho, a Praça do Município, a Estação de Caminhos de Ferro com os seus impressionantes azulejos, e o Jardim Urbano. As suas ruas repletas de casas antigas. Ainda tive tempo de fotografar um gatinho, que não se importou nada de posar para a minha câmara. Foi mesmo uma visita rápida, ficou ainda muito por conhecer. Voltarei a esta região novamente, para a explorar com mais tempo.





