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José Coelho Photography

Fotógrafo português de eventos e sessões fotógráficas.

Arte urbana nas ruas da cidade do Barreiro

Este domingo de abril esteve particularmente chuvoso, mas isso não me impediu de dar um pulo até ao Barreiro e conhecer as diversas pinturas murais e arte urbana que se encontram espalhadas pela cidade. Esta aqui, por exemplo, é uma Intervenção do artista barreirense Ricardo «Tota» que faz parte da fachada do prédio da Rua Stara Zagora, junto ao Forum Barreiro, e que é inspirada numa fotografia de 1950 da autoria de Norberto da Costa e Silva. A foto referida esteve exposta no Salão Fotográfico da CUF e trata-se de um retrato dos tempos que se viviam nessa altura.

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 Uma perspetiva do Pátio Albers que situado no centro histórico da cidade do Barreiro, e que foi alvo de uma requalificação em 2012 levada a cabo por um grupo de voluntários do Centro Jovem Tejo cuja finalidade foi a de contribuir para a valorização e requalificação do espaço público.

rua pátio albers portugal barreiro

O MAIOR MURAL DO ARTISTA VHILS FICA SITUADO NA CIDADE DO BARREIRO

Um dos motivos que me levou a visitar esta cidade no passado domingo foi o de querer ver e apreciar o fabuloso mural de 150 metros que o conceituado artista plástico português Vhils concebeu e inaugurou recentemente nas fachadas de uma que era das maiores zonas industriais do Barreiro, repleta de rostos de antigos trabalhadores (homens e mulheres) da CUF. Era aqui que estava instalado o maior complexo industrial da Península Ibérica e que foi vandalizado nos últimos anos.

vhils barreiro arte urbana pintura mural industrial portugal

 

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 Partilho a tradução do texto que Vhils publicou no seu Instagram: "Na semana passada, uma das peças que me deu mais prazer foi revelada ao público. Este vasto mural no Barreiro, anteriormente um dos principais pólos industriais de Portugal, fala da identidade e da contribuição dos seus trabalhadores para a história e desenvolvimento da região. Baseada em antigas imagens de operários, moradores locais, paisagens e arquitetura, a composição busca refletir sobre vários momentos dessa história, contemplando também o futuro e a sua sustentabilidade. A nível pessoal, sinto-me grato e feliz por ter tido a oportunidade de mais uma vez produzir uma peça na margem sul, em frente a Lisboa, de onde também venho e da qual sempre me senti muito orgulhoso. Apesar de sempre ter sido olhado com um certo nível de estigma, cabe-nos hoje reconhecer o valor destes territórios periféricos localizados em ambos os lados do rio Tejo, bem como avaliar a contribuição que tanto os seus municípios como as suas comunidades tiveram. no desenvolvimento da cultura, das artes, da música, da ciência, da política, da cidadania, da diversidade cultural e do progresso geral do próprio país. É importante mudar as perceções e destacar a relevância legítima de lugares como o Barreiro. É hora de olhar para o nosso povo e sentir orgulho da nossa identidade, da nossa cultura. Este é o momento para iluminar o que foi ignorado, valorizar a nossa herança enquanto enfrentamos os desafios do presente para desenvolver melhor o futuro. Uma das razões que me levaram a estabelecer o meu atelier no Barreiro prende-se com o meu desejo de contribuir para esta nova onda de desenvolvimento cultural que se pode ver aqui hoje, tão importante para ajudar a população local a permanecer e não ser forçada a procurar outras oportunidades em outros lugares, longe das suas raízes. Precisamos fomentar o diálogo com a nova geração de artistas, músicos, agentes culturais, empresários, trabalhadores e todos aqueles que possam contribuir positivamente para a valorização do que foi negligenciado, a fim de impulsionar todos os municípios e todas as gerações. Em essência, é necessário tornar visível aquilo que tem sido invisível ..." Vhils

https://www.instagram.com/p/BhHqw98nhcF/?taken-by=vhils

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 O artista plástico Sérgio Odeith realizou uma pintura de tributo a Augusto Cabrita, que foi um fotógrafo, diretor de fotografia e realizador cinematográfico português numa empena com 25 metros de altura.

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