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José Coelho Photography

Fotógrafo português de eventos e sessões fotógráficas.

XII FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA, Lisboa

Muitos caretos, gigantes, cabeçudos, diabretes, madamas e outras figuras míticas se encontravam a desfilar neste Festival que, pela primeira vez, este evento realizou-se no Jardim da Praça do Império, em Belém, cruzando a riqueza do património histórico e cultural envolvente da zona ocidental de Lisboa com as tradições ancestrais da Península Ibérica. No Festival Internacional da Máscara Ibérica, que já vai na sua XII edição, celebram-se as máscaras tradicionais, com grupos que contaram com grupos portugueses, espanhóis e sul-americanos (Brasil, Colômbia e Perú). Ás 16h30 realizou-se um desfile que contou com 36 grupos. Também aqui houve uma mostra das regiões, gastronomia, provas de produtos regionais, artesanato ao vivo, tertúlias, debates, workshops para crianças, teatro, mini desfile, exposição de fotografias e concertos de música. 

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 Grupo: Carnaval de Cobres - Galiza, Espanha

Durante os dias em que se celebra o Carnaval, de sábado a terça-feira, a partir das dez da manhã até ao pôr-do-sol, as “Madamas” e os “Galáns” percorrem as casas das paróquias de Santa Cristina e San Adrián. Acompanhados por gaiteiros bailam, ao som da sua música e presenteiam o público por onde quer que passem. Com a sua alegria, a música (jotas, muiñeiras, el agarrado) e a popular Danza de Cobres, levam a festa de porta em porta a todos os vizinhos. Uma Madama acompanhada de um Galán entra nas casas, fazendo lembrar tempos da juventude. 

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 A Madama apresenta-se com trajes pensados até ao mais pequeno detalhe; fitas, missangas, relógios são alguns dos elementos que acompanham os seus suntuosos chapéus (que podem chegar a pesar 7 kilos) e joias de verdade. O Galán veste um traje que se assemelha nas cores ao do da Madama, ficando composto com um chapéu com flores.

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 Grupo: Caretos da Lagoa - Mira, Portugal

Apresentam-se como um “grupo de mascarados que mantém a antiga tradição dos caretos no lugar de Lagoa” e sentem-se imbuídos de uma vontade indestrutível, que só sai reforçada pela vivência coletiva. Um exemplo: cada qual veste a saia vermelha e a camisa branca, mas a cinta tem de ser colocada em conjunto, num ritual pleno de significado, que tem o seu auge no coroar ornamentado de fitinhas coloridas em redor de uma máscara – a que chamam Campina, com peles, cornos e dentes – animalesca. O objetivo é só um: chamar a atenção das donzelas.

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 Grupo: Los Gigantes y Cabezudos de Aranda de Duero - Burgos, Espanha

Bonecos de grande dimensão em que a cabeça e as mãos são feitas de pasta de papel e fibra de vidro, assim se apresentam os Gigantes de Aranda. O corpo é suportado por uma estrutura de madeira, coberta por leves tecidos, para que possa ser carregada por uma só pessoa.

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 Grupo: Los Peliqueiros y Parranfón de Campobecerros - Galiza, Espanha

Campobecerros é uma pequena aldeia do Maciço Central ourensano, situada no concelho de Castrelo do Val, onde a tradição do entroido é, desde remotos tempos, preservada pelas gentes da terra, sobrevivendo às proibições e ao êxodo rural. Todos os anos a 1 de Janeiro os Peliqueiros fazem soar os chocalhos por toda a aldeia, correndo e saltando com seus vistosos e elegantes trajes, perseguindo quem se atreva a cruzar o seu caminho. O Parranfón “invade” as casas dos vizinhos e mete-se com eles, não deixando que a sua verdadeira identidade seja descoberta. Durante a tradição também há lugar para a vaca do entroido que se entretém a levantar as saias das mulheres da aldeia. Para terminar esta tradição de ritos e rituais de fecundidade e fertilidade joga-se farinha e formigas a todos os vizinhos e visitantes que assistem a esta tradicional festa de entroido.

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 Grupo: Diablada, Perú

A Diablada é uma dança assim chamada, pela máscara e o traje de diabo que é usado pelos bailarinos. A dança representa a confronto entre as forças do bem e do mal, reunindo tanto os elementos próprios da religião católica introduzida durante a presença hispânica como do ritual tradicional andino. Na atualidade esta dança é praticada em diversas regiões andinas e altiplanas da América do Sul, ocidente de Bolívia, sul do Peru.

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 Grupo: Los Gigantes de Sant Jordi y del Tricentenario - Catalunha, Espanha

A tradição dos Gigantes na Catalunha remosnta há muitos séculos. De carácter religioso este gigantes participavam nas festividades de Corpus Cristi. Atualmente esta tradição já não se encontra ligada ao simbolismo religioso de outrora, tornando-se de cáracter mais popular. Na Catalunha a grande maioria das cidades, vilas e bairros têm os seus próprios gigantes que participam das maiores festas e os representam em todo o território. Geralmente estes gigantes representam ilustres figuras do seu território de origem.Los gigantes de Sant Jordi y del Tricentenario aparecem apenas em ocasiões importantes. Representantes e símbolos da Barcelona barroca, estas personagens foram construidas através de um rigor histórico, ostentando uma fiel cópia da indumentária barroca do século XVIII.

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 Grupo: Los Gigantes y Cabezudos de Aranda de Duero - Burgos, Espnha

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 Grupo: Bonitas de Sande - Galiza, Espanha

Estas Bonitas são inspiradas no fardamento trazido da guerra das Filipinas pela população local e dos arredores. As peças de roupa eram bonitas e o adjetivo serviu a estas máscaras de vários tipos. 

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 Grupo: Caretos de Salsas - Bragança, Portugal

Com o nome que deriva da “careta”, máscara feita em cortiça ou madeira pelo artesão da aldeia (e pintada de vermelho, castanho e preto, cores comuns também aos fatos de lã com franjas), estes homens aparecem por ocasião da Festa dos Reis, aproveitando a calada da noite para irromper pelas casas do sul de Bragança adentro, em busca de raparigas solteiras. 

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 Estas figuras são cobertas de lã colorida, com um capuz que lhes cobre a cara. De madeira, cortiça ou lata, a máscara assume, por vezes, um aspeto grotesco.

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Grupo: Los Boteiros y Folión de Viana do Bolo - Galiza, Portugal

Figuras indissociáveis do folclore da Galiza, os Boteiros não rejeitam cores, chocalhos, cornos e flores dos rituais antigos, numa ornamentação requintada. Os de Viana do Bolo fazem-se acompanhar dos Foliões que anunciam o desfile e chamam as gentes com os estrondosos bombos de percussão. Podem ser grupos de 30 ou 40 membros e as suas máscaras variam por forma a representar as diversas paróquias, mas não abdicam das ferramentas agrícolas.  

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 Grupo Los Diablos de Luzón - Guadalajara, Espanha

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 No Carnaval de Luzón, os homens transformam-se em demónios negros, untados de óleo e fuligem, com chifres de touro, dentes disformes (com pedaços de batata crua presos na boca) e chocalhos presos à cintura. Entretêm-se a perseguir todos os que não estiverem mascarados como eles, alargando o fito inicial de atazanar as raparigas desta zona tão próxima do rio Tajuña, um subafluente do Tejo que agora visitam.

 

 

 

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 Grupo: Carnaval de Barranquilla, Colômbia

 

 

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O Carnaval de Barranquilla é uma das maiores festas tradicionais da Colômbia. Caracteriza-se pela sua contagiante alegria, animação, sentimento de liberdade e claro pelos originais e impactantes trajes e máscaras. Esta reunião de expressões culturais, síntese das tradições dos povos do rio Magdalena e de algumas populações do Caribe (como é o exemplo de Santa Marta e Cartagena) proporciona uma experiência significativa, partilhada por toda a comunidade da cidade de Barranquilla, transformando as ruas em cenários lúdicos e festivos, onde são realizadas danças de origem africana e indígena e protagonizados desfiles de trajes e máscaras.

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Grupo: Máscaros de Vila Boa - Vinhais, Bragança, Portugal

 Trajam calças e casaco, a sua máscara pode ser até de folha de zinco pintada, e os seus chocalhos são purgadores de malefícios. Associados à renovação que a transição do ano traz, diz-se dos caretos de Vila Boa que gostam de lançar a confusão à saída da missa e sair à caça de enchidos.

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Grupo: Entrudo das Aldeias do Xisto de Góis - Coimbra Portugal

As máscaras são sempre em cortiça. Já os adereços e as vestimentas podem ser de quase tudo: cornos de cabras, barbas de milho, serapilheira, lã de ovelha, hastes de veado ou dentes de javali. Nesta festa todos aproveitam a sua camuflagem para poderem seduzir jovens, afugentar velhas e proclamar quadras jocosas, beneficiando do anonimato.

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 Grupo: Festa dos Velhos de Bruçó - Mogadouro, Portugal

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Tradição pagã com cenas da vida de dois casais envergando máscaras de plástico pintadas: um de velhos e outro de jovens. Este último é composto pela Sécia, mulher leviana que tenta seduzir os jovens que cruzam o seu caminho, e pelo Soldado, que tem a missão de a proteger e afastar a sua corte. O desfile adota comportamentos burlescos provocadores e tropelias de pendor sensual, sem esquecer de angariar dádivas para o altar de Nossa Senhora, que são recolhidas pelos velhos, também responsáveis por manter a ordem pública, de cajado na mão.

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 Grupo: Pauliteiros de Miranda - Miranda do Douro, Portugal

 

 

 

Pauliteiro deriva de “paulito” e é o nome dado ao homem que se especializa na Dança dos Paus, tradição guerreira de Miranda do Douro. Da origem defensiva para a arte coordenada, os Pauliteiros de Miranda, como são mais comumente chamados, vão correndo mundo em grupos de oito a mostrar a sua perícia de movimentos (acompanhada pela sonoridade da gaita-de-foles, da flauta pastoril, do bombo, das castanholas e das suas “lhaças” ou melodias) e que já foram distinguidos com o Prémio Europeu de Folclore. Vestem saias bordadas, camisas de linho brancas, lenços coloridos aos ombros e chapéus com flores à cabeça.

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 Grupo: Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina - León, Espanha

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 Grupo: Caretos de Podence - Macedo de Cavaleiros, Portugal

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Facilmente identificáveis pelas franjas com as fortes cores de vermelho, amarelo e verde, que os cobrem de alto a baixo, o visual dos Caretos de Podence fica completo com uma máscara rudimentar de nariz pontiagudo em folha-de-flandres ou cabedal. O pau serve de apoio aos saltos e correrias, os chocalhos à cintura querem chamar a atenção das mulheres e a tradição até contempla a celebração de “contratos casamenteiros” na noite de Domingo Gordo.

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